A cidade de Lisboa, em 2045, é governada por uma

corporação que manipula o tempo. Cidadãos pagam

para viver mais horas, enquanto outros são

condenados a vidas curtas. O sistema, chamado

"CronoCorp", rege todas as atividades, desde

empregos até casamentos.

O Padre António, exmilitar convertido ao

sacerdócio, comanda uma paróquia no Bairro Alto.

Ele é acusado de abrigar dissidentes que querem

derrubar o sistema. A Igreja, agora aliada à

CronoCorp, ordena que ele entregue os nomes dos

suspeitos ou perderá sua autoridade.

António descobre que seu irmão, um engenheiro da

CronoCorp, está envolvido na criação do sistema.

O irmão lhe oferece um cargo em troca de

silêncio. António recusa, mas é preso durante

uma missa. O povo, já descontente com o controle

do tempo, começa a se mobilizar.

Numa noite, António é libertado por uma facção

chamada "Tempo Livre". Eles lhe revelam que o

irmão planeja expandir o sistema para todo o

mundo. António é obrigado a escolher: seguir a

Igreja ou ajudar a destruir o sistema. Ele

decide ajudar Tempo Livre, usando sua influência

religiosa para convencer fiéis a desobedecer ao

horário imposto.

No dia seguinte, a paróquia é fechada. António é

acusado de traição. Ele foge para o campo, onde

encontra um grupo de agricultores que resistem

ao sistema. Eles têm um dispositivo antigo que

pode interromper a rede de tempo. António decide

usar o dispositivo, mesmo sabendo que isso pode

destruir toda a cidade.

Na madrugada, ele entra no centro de controle da

CronoCorp. Enquanto desativa o sistema, o irmão

o confronta. António não fala. Apenas aperta o

botão. O tempo volta a ser livre, mas a cidade

cai em caos. António é capturado, mas o povo o

salva. Ele se torna um símbolo de resistência,

embora tenha perdido tudo.