A cidade é dividida por torres de cristal que
emitem pulsos de luz, controlando o tempo e a
memória dos cidadãos. O sistema, chamado
"Futurista", foi implantado após um colapso
tecnológico em 2045, onde o passado era
reescrito para manter a ordem. Os antigos
poderes, incluindo a nobreza, foram dissolvidos,
mas alguns mantêm segredos enterrados nas ruínas
da velha corte.
O nobre Decadente, filho de um senhor feudal
desacreditado, é forçado a sair da capital após
descobrir que seu próprio pai manipulou a
memória de toda a família. Ele escolhe exílio
voluntário, buscando um lugar onde o Futurista
não atue. Enquanto navega pelo país, percebe que
os pulsos de luz estão se tornando mais intensos,
corrompendo até as áreas rurais.
Em uma aldeia isolada, ele encontra um grupo de
pessoas que se recusam a aceitar o Futurista.
Elas vivem em uma zona de "Sobrenatural
Urbano" —
um espaço onde a tecnologia falha e as antigas
crenças ressurgem. Lá, ele descobre que sua
própria existência foi alterada: ele nunca
deveria ter nascido, mas um erro no sistema o
fez continuar. A memória de sua mãe, morta em um
acidente, é recriada com detalhes que não
correspondem à realidade.
O nobre decide confrontar o sistema,
infiltrandose na central de controle. Lá, ele é
forçado a escolher entre apagar sua própria
existência ou permitir que o Futurista continue
a reescrever o mundo. Ele escolhe a segunda
opção, mas ao sair, percebe que sua memória foi
limpa. Ele não sabe quem é, apenas que algo está
errado. A cidade continua, mas agora há uma nova
anomalia: uma parte do céu permanece escura,
como se o Futurista tivesse falhado em um ponto
crítico.
O peso da decisão cai sobre o silêncio. Ninguém
questiona o que aconteceu. O mundo segue, mas
alguém, em algum lugar, lembra.


