A cidade de Coimbra vive em tensão. O poder do
rei foi derrubado, e os jornais publicam
notícias de corrupção. Um empresário rico morre
subitamente, deixando apenas uma viúva, Sofia,
com uma herança suspeita.
Sofia, vestida de preto e silenciosa, é
observada por vizinhos curiosos. Ela recusase a
falar sobre o marido, mas seus movimentos são
guiados por cartas não entregues. A polícia
investiga, mas encontra apenas documentos
falsificados.
O banco onde o empresário tinha conta fecha as
portas. Os credores exigem pagamento, mas os
bens da família foram transferidos para uma
empresa fictícia. A viúva é acusada de fraude, e
sua casa é invadida.
No meio da confusão, um jornalista descobre que
o marido era um agente da nova república, que
tentava financiar revoluções ilegais. A viúva,
por sua vez, tem um passado obscuro: ela era uma
secretária que escreveu cartas de amor proibidas
ao líder da revolta.
O juiz ordena a prisão de Sofia, mas ela
desaparece. Ninguém sabe onde está, nem se
voltará. As cartas, porém, são encontradas em
uma igreja abandonada, com mensagens que apontam
para um pacto entre o governo e uma elite
corrupta.
A cidade fica em silêncio. A república promete
justiça, mas ninguém questiona os novos poderes.
A viúva não é mais vista, mas seu legado
permanece como um aviso: em tempos de mudança, o
amor proibido pode ser a maior ameaça.


