A eleição municipal de 1923 é a última tentativa
do regime de manter o controle. O sistema de
voto, até então simbólico, agora é digitalizado
e centralizado em uma única máquina no centro de
Lisboa. Os cidadãos, já desconfiados da
monarquia derrubada, começam a questionar a
legitimidade do processo.
O Vilão Carismático, um exoficial da Guarda
Nacional Republicana, lidera uma campanha de
desinformação. Ele convence pequenos grupos
rurais que os votos são contados manualmente,
com listas falsas e resultados manipulados. A
intriga política se torna evidente quando uma
escola rural é fechada após um grupo de alunos
denunciar irregularidades.
No subúrbio de Alcântara, uma jovem estudante de
direito, filha de um antigo revolucionário,
descobre um documento que mostra que as urnas
foram hackeadas antes mesmo da eleição. Ela
entra em contato com um grupo de ativistas que
usam um sistema alternativo de votação baseado
em cartas físicas, mas o sistema é considerado
ilegal e perigoso.
O vilão carismático faz uma aparição pública,
usando sua imagem de líder popular para
desacreditar os ativistas. Ele promete "limpar o
sistema" e garante que os resultados serão
justos. No entanto, durante o processo de
contagem, uma falha técnica na máquina central
causa uma interrupção total. Os eleitores, sem
acesso a nenhuma alternativa, são forçados a
esperar horas em fila.
A tensão explode quando um grupo de
trabalhadores, cansados de serem ignorados,
invade o prédio onde a máquina está localizada.
Eles a queimam com óleo e fogo, deixando o
sistema inutilizável. O resultado da eleição é
anulado, e o governo declara estado de
emergência.
A jovem, agora acusada de sabotagem, é presa.
Mas seu nome circula nas ruas como símbolo de
resistência. O vilão, sem apoio popular, é
expulso do partido. O país, por um instante, se
vê diante de um novo começo — mas a máquinas
ainda estão queimadas, e ninguém sabe se a luz
voltará.


