A família Duarte mantém uma propriedade rural

desde o reinado. Em 1912, a monarquia cai, e a

terra é redefinida por novas leis. O patriarca,

João, negocia com um grupo de oficiais

republicanos para manter o controle. Um mês

depois, um soldado desaparece no vilarejo, e as

suspeitas apontam para o filho, Luís, que

recusou a mudança.

No outono seguinte, um encontro na feira de

Aljustrel revela um documento: Luís foi

registrado como "Miguel" em Lisboa. A carta,

assinada por um coronel, menciona um "ato de

identidade oculta". João ameaça destruíla, mas

Luís a esconde em seu sapato.

Em dezembro, uma revolta camponesa estoura. Os

trabalhadores exigem terras, e os oficiais

ordenam uma intervenção. Luís é acusado de

traição por ter se escondido como outro homem. O

duelo é marcado para o dia da Páscoa.

Na manhã do combate, João se apresenta como o

verdadeiro "Miguel", revelando que ele mesmo

fugiu da prisão em 1908. O coronel, presente,

reconhece a falsificação. O duelo não acontece.

João é preso, e Luís é expulso da terra.

O vilarejo cai em silêncio. As novas leis são

aplicadas, e a propriedade é dividida. Luís vai

para Lisboa, onde a identidade oculta se torna

uma lenda entre os jornalistas. O campo, agora

livre, é ocupado por homens que nunca antes

tiveram voz.