A cidade de Lisboa, reduzida a ruínas por uma
guerra nuclear silenciosa, mantém vida em zonas
isoladas. A água é rara, os sistemas estão
desativados, e o controle é feito por uma elite
secreta que manipula o tempo com tecnologia
antiga.
A artista torturada, conhecida como Clara, vive
em um abrigo subterrâneo, pintando retratos de
pessoas que já não existem. Sua obra é proibida,
mas ela insiste em criar, usando tinta de
plantas e óleo de resina.
Um mensageiro chega com uma oferta: um colar
antigo, escondido na biblioteca da universidade
abandonada, pode trazer paz ao grupo que a
protege. O colar, porém, é uma peça de um jogo
maior — uma chave para um sistema de controle
temporal que permite reescrever eventos passados.
Clara aceita, mas o roubo exige que ela entre no
território controlado pelo governo, onde os
soldados usam armaduras de metal e máscaras de
vidro. Ela se disfarça de médica, carregando uma
caixa de remédios falsos.
No caminho, ela encontra um homem ferido, um
exfuncionário do antigo regime. Ele lhe entrega
um documento: um registro de todos os crimes
cometidos pela elite, incluindo o uso ilegal de
tecnologia para manipular o tempo.
Ao entrar na biblioteca, Clara descobre que o
colar está preso em um cofre de cristal,
alimentado por uma fonte de energia quebrada.
Para abrilo, ela precisa tocar uma melodia
antiga, aprendida em sonhos.
Ao tocar, o cofre se abre, mas o colar é apenas
uma peça de um mecanismo maior. A elite,
percebendo a intrusão, envia um grupo de
perseguidores. Clara é capturada, mas antes de
ser interrogada, ela quebra o colar, liberando
uma onda de energia que interrompe o sistema de
controle temporal por 48 horas.
Nesse intervalo, as pessoas começam a lembrar de
coisas perdidas — histórias, rostos, até mesmo o
próprio tempo. A elite, sem o controle, entra em
colapso.
Clara é libertada, mas não pelo governo. Pelo
homem ferido, agora líder de uma resistência
clandestina. Ele lhe oferece um novo propósito:
ajudar a reconstruir o mundo, usando sua arte
para recordar o que foi perdido.
O colar, agora inútil, é deixado em um altar de
pedra, junto a outras relíquias de um tempo que
já não existe.


