A floresta de Monsanto é reduzida a cinzas por

uma guerra química. O solo não cresce mais. Os

mortos não descansam. A única cidade restante,

Lamego, é governada por uma corporação que

controla a água e o ar.

A freira Inês, exilada há dez anos, retorna para

encontrar seu irmão, António, líder de uma

resistência que nega a nova ordem. Ele a espera

na antiga igreja, agora um depósito de

equipamentos.

Ela o encontra com os olhos vazios, usando

roupas de engenheiro. Ele não reconhece o nome

dela. A corporação lhe deu um novo passado, um

novo rosto.

Inês descobre que ele foi recrutado após a morte

de sua mãe, assassinada por agentes da

corporação. A vingança que ela carrega é falsa.

O verdadeiro inimigo é o sistema que apagou a

memória do povo.

No subsolo da igreja, ela encontra um diário.

Nele, está escrito que a guerra química foi

planejada para limpar o território, permitindo a

criação de uma nova sociedade. A corporação não

quer sobreviventes — quer escravos.

O padre conflituoso, frei João, aparece no mesmo

momento. Ele foi expulso da ordem por tentar

revelar a verdade. Agora, ele é um mercenário

que trabalha para a corporação, mas hesita ao

ver Inês.

Ela o confronta. Ele diz que não pode ajudála. A

corporação tem controle sobre todos os meios de

comunicação. Qualquer ato de resistência é

punido com a eliminação da família.

Inês decide agir sozinha. Ela entra no depósito,

onde os suprimentos são armazenados. Encontra um

sistema de transmissão subterrâneo. Com a ajuda

de um técnico rebelde, ela consegue enviar um

sinal: uma mensagem de alerta para o resto do

país.

O sinal é captado por um grupo de sobreviventes.

Eles respondem. A corporação envia forças. Inês

é presa. Frei João, contra a ordem, libertaa no

último instante.

Ela fugi para a montanha. Na noite seguinte, o

sinal é repetido. Desta vez, o código é

diferente: uma coordenada. A corporação não

esperava isso.

O sistema de controle falha. As pessoas começam

a lembrar. A vingança familiar não é pessoal — é

coletiva. O mundo não é como antes. Mas ainda

pode ser refeito.