A casa da família Almeida, antiga mansão no

centro de Lisboa, é anunciada para leilão. O

vendedor é desconhecido, mas o valor dos objetos

é exorbitante. A última herdeira, Maria,

recusase a vender, mas uma carta anônima ameaça

revelar um segredo de sua infância — um crime

não resolvido.

O homem que a encontrou, Rui, agora policial

reformado, é chamado para investigar. Ele foi

acusado de assassinato em 1922, condenado e

depois absolvido com a queda da monarquia. Agora,

ele se esconde como professor de história.

O leilão ocorre num salão antigo, com apenas

cinco compradores. Um dos objetos é um relógio

de bolso, enfeitado com um sinal familiar: uma

coruja esculpida na tampa. Rui reconheceo — era

o mesmo que pertencia ao seu pai, morto em 1918

durante uma revolta.

Na noite do leilão, os compradores são todos

membros da mesma família, incluindo Maria. O

relógio é vendido por uma quantia absurda, mas

antes do fecho, o dono do salão desaparece. Uma

carta é deixada no chão: "O silêncio não pode

ser pago."

Rui descobre que o relógio contém uma fita de

ouro, gravada com um nome: João Almeida. O mesmo

homem que, segundo as cartas de sua mãe, matou

seu pai em 1918. Mas a fita também tem uma

mensagem: "Ele não era o culpado."

No dia seguinte, Maria é encontrada morta no

jardim da casa, com o relógio em suas mãos. Rui

é acusado novamente, mas um documento apócrifo

aparece: um registro da república, onde seu pai

foi condenado por traição, não por assassinato.

O leilão foi uma armadilha. O dinheiro da venda

é roubado, e o salão é incendiado. Rui foge, mas

deixa para trás uma nota: "O verdadeiro crime

está em Lisboa, sob o asfalto."