O colégio São Sebastião, localizado no centro de
Lisboa, é fechado por ordem do governo. As aulas
são suspensas e os alunos são transferidos para
uma nova escola comum. A mudança gera
descontentamento entre os estudantes,
especialmente entre os que se sentiam mais
conectados ao ambiente tradicional.
O diretor, António Viana, exmilitar e exfigura
pública, assume o controle do colégio com uma
nova política: todos os alunos devem ser
avaliados diariamente, e os melhores ganham
acesso a recursos exclusivos. Os piores são
isolados. O sistema gera tensão e conflitos
entre os estudantes, mas também cria uma nova
hierarquia baseada na performance acadêmica.
Um aluno, Miguel, descobre uma caixa de arquivos
escondida nas instalações antigas do colégio.
Dentro, há documentos sobre uma prática antiga:
os melhores alunos eram selecionados para um
programa secreto de treinamento psicológico e
físico, preparados para cargos públicos. O
programa foi interrompido em 1975, durante a
transição para a democracia. Miguel não revela o
que encontrou, mas começa a agir de forma
diferente, mais confiante e calculado.
António Viana, o vilão carismático, observa
Miguel com interesse. Ele percebe que o jovem
tem potencial, mas também uma curiosidade
perigosa. Em uma reunião privada, ele avisa
Miguel que o colégio é um laboratório de seleção,
e que apenas os mais fortes sobrevivem. A
mensagem é clara: respeite as regras ou seja
eliminado.
Miguel decide investigar mais, mas seu grupo de
amigos começa a se distanciar. Alguns têm medo
da pressão, outros querem seguir a nova ordem.
Enquanto isso, António Viana aumenta o controle,
usando o sistema de avaliação como ferramenta de
manipulação. Ele seleciona um grupo pequeno para
uma "atividade especial", prometendo
oportunidades únicas. Miguel é incluído, mas não
sabe se é um convite ou uma armadilha.
No dia da atividade, o colégio é fechado por
ordem do Ministério da Educação. Os alunos são
mantidos dentro, e as portas são trancadas.
António Viana anuncia que o colégio está
experimentando uma nova forma de ensino, sem
regulamentações externas. A tensão atinge o
limite. Miguel confronta Viana, exigindo
explicações. O diretor nega tudo, mas o jovem
percebe que o homem está mentindo.
Na noite seguinte, Miguel e alguns poucos
colegas escapam pelo telhado. Eles encontram uma
saída clandestina que leva a uma rua antiga,
onde um grupo de exalunos do colégio, agora
adultos, os espera. Eles contam histórias sobre
o passado do colégio, sobre o que realmente
aconteceu nos anos 70 e como o sistema de
seleção ainda existe, só que de outra forma.
Miguel entende que o colégio não é apenas uma
instituição, mas uma estrutura que molda pessoas
para servir a um poder oculto.
Ao amanhecer, o colégio é reaberto, mas nada
volta a ser como antes. António Viana é
substituído, e o sistema de avaliação é reduzido.
Miguel, porém, não se encaixa mais no novo
sistema. Ele sai do colégio, mas não com a mesma
cara. O romance entre ele e uma aluna, Sofia,
continua, mas agora com uma nova complexidade —
ambos sabem que o que vivem não é apenas um amor,
mas parte de algo maior.


