A casa de Alva, antiga e deserta, é vendida a um

novo proprietário. A órfã Maria, com 19 anos,

herda o imóvel após a morte da tia, sem saber

que a propriedade guarda um cofre trancado no

sótão.

No primeiro dia, ela encontra um mapa desbotado

com coordenadas para uma cova em uma montanha

distante. O documento menciona "Joias de

Sangue",

uma lenda local de uma família rica que

desapareceu durante a Guerra Colonial.

Maria decide seguir o mapa, ignorando o aviso do

velho zelador, que diz que o local é maldito. No

caminho, ela encontra um grupo de homens armados,

que tentam impedir sua entrada. Um deles, com um

distintivo da Guarda Nacional, afirma que o

local é protegido por lei.

Ela escapa, mas é perseguida até uma estrada

secundária. Numa curva, um carro se aproxima, e

ela pula para fora. O motorista, um homem idoso,

a leva para casa, revelando ter trabalhado na

mesma família há décadas. Ele fala sobre um

pacto feito com os governantes da época: as

joias não poderiam ser encontradas, sob pena de

represálias.

No dia seguinte, Maria volta ao local, agora com

o homem como guia. Eles encontram a cova, mas o

solo está aberto. Dentro, há um baú de madeira,

intacto. Ao abrilo, ela vê joias antigas, mas

também um diário.

O diário explica que as joias eram usadas para

financiar a resistência contra a colonização. A

família foi assassinada, e o legado foi ocultado.

O homem confirma: ele era o último guardião, e

agora o dever passa para ela.

Maria recusa, mas o homem morre naquela noite,

atacado por um grupo desconhecido. Ela percebe

que alguém está atrás das joias.

Ela foge para Lisboa, onde começa a investigar o

passado da família. Descobre cartas, fotos, e um

endereço antigo no centro da cidade. Lá,

encontra um antigo amigo da tia, que lhe entrega

uma chave.

A chave abre uma caixa de segurança em uma

instituição financeira. Dentro, há documentos

que revelam a ligação entre a família e os

movimentos clandestinos da década de 60. Uma

carta final diz: "O segredo não é das joias, mas

da escolha".

Maria decide não revelar o que encontrou. Ela

vende a casa de Alva e parte para o Brasil,

deixando o passado para trás. Mas, na última

página do diário, há um nome: o seu.