A casa da família Almeida, no centro de Lisboa,

é invadida por uma força desconhecida durante a

madrugada. O patriarca severo, António,

desaparece sem deixar rastro, deixando apenas

uma carta rasgada e um relógio parado. A filha

mais nova, Maria, descobre que o pai havia

escondido documentos relacionados ao colapso do

antigo regime e a ascensão do novo Estado.

O governo, sob pressão de grupos militares,

começa a investigar a casa, acusando a família

de manter conexões com os antigos monarquistas.

Uma reunião de vizinhos, organizada por um líder

local, exige que a família entregue os

documentos ou sofra consequências. Maria recusa,

mas a ameaça se concretiza: o irmão mais velho é

detido, acusado de subversão.

Durante a prisão, Maria encontra um diário

escondido no sótão, escrito pelo avô, que revela

que o pai havia tentado proteger a família ao

comprar silêncio com dinheiro. A mesma prática é

usada por novos poderes para controlar a

população. Um grupo de jovens, incluindo um

amigo de Maria, começa a investigar as ligações

entre o desaparecimento do pai e os novos

governantes.

No dia seguinte, o corpo de António é encontrado

na Ribeira, com marcas de violência. A polícia

afirma ser um acidente, mas Maria descobre que

ele havia tentado fugir com os documentos. A

cidade entra em alerta, e a família é acusada de

conspiração. O clã Almeida é expulso da casa, e

os seus bens são confiscados.

Na noite seguinte, Maria é levada à prisão, onde

encontra o irmão. Eles descobrem que o pai havia

escondido cópias dos documentos em um cofre

enterrado no jardim. Antes de serem interrogados,

uma explosão destrói a cela, e os dois conseguem

escapar. A cidade, porém, já está em estado de

emergência, e a família desaparece no caos.

O regime, agora mais firme, proíbe qualquer

referência ao passado. A história da família é

apagada, mas os segredos permanecem enterrados,

esperando por alguém que os revele.