A quintinha de Alcobaça, fechada há décadas, é
aberta por D. António, herdeiro arrogante que
ignora as tradições familiares. No sótão, ele
encontra um baú de ferro com selos reais e
documentos datados de 1912, antes da República.
A moeda dentro do baú é rara, com a imagem de um
rei deposto, e o selo indica conexão com uma
rede de corrupção que alimentava o regime
monárquico.
D. António tenta vender o baú, mas os
compradores desistem ao ver o conteúdo: cartas
de oficiais que negociavam armas com grupos
ilegais, incluindo um grupo que viria a se
tornar a base do crime organizado posterior. Ele
não entende o valor histórico, apenas o dinheiro.
O baú é levado para Lisboa, onde é descoberto
por um jornalista que investiga a origem do
crime organizado em Portugal.
No centro da cidade, o jornalista confronta D.
António, que nega qualquer conhecimento. O baú é
apreendido, mas parte dos documentos são
perdidos em um incêndio na casa do herdeiro. O
jornal publica a história, gerando debate sobre
a responsabilidade dos antigos poderes na
formação do crime organizado. D. António é
ridicularizado, mas não arrependese — apenas
lamenta o dinheiro perdido.
A polícia investiga o incêndio, descobrindo que
o fogo foi causado por um vendedor de arte que
tentou roubar o baú antes da apreensão. O caso é
encerrado, mas a memória coletiva começa a
questionar como a transição republicana não
acabou com os mecanismos de corrupção, apenas os
escondeu sob novos nomes.


