Em 1912, a cidade de Viseu vê o colapso do

sistema monárquico. O poder muda de mãos, e a

Igreja perde influência. No meio disso, a

enfermeira Clara Mendes desaparece sem deixar

rastro. Sua irmã mais nova, Ana, é encontrada

com um documento assinado por ela, mas o selo da

Casa da Saúde é falso.

A família começa a investigar, mas as

autoridades locais proíbem qualquer indagação.

Um oficial da Guarda Nacional, que antes era

amigo da família, informa que Clara foi vista na

fronteira com Espanha, onde soldados portugueses

estão em combate contra forças republicanas. O

governo exige silêncio sobre os movimentos de

tropas e civis.

Ana, então, viaja até a fronteira, usando uma

identidade falsa. Encontra um grupo de

refugiados que mencionam uma freira que ajudava

os feridos, mas cujo nome não é pronunciado. Ela

descobre que Clara havia se juntado a uma

comunidade clandestina de mulheres que operavam

como enfermeiras, evitando o controle religioso

e militar.

Durante uma noite de ataque, Ana é presa por um

soldado que reconhece sua voz. Ele a leva para

uma clínica improvisada, onde Clara está

gravemente ferida. Os dois são acusados de

espionagem, e a pena é prisão ou execução. Ana

tenta fugir, mas é capturada novamente. Numa

noite de tempestade, Clara morre em seus braços,

dizendo "não digas nada".

O corpo é enterrado em segredo, e Ana volta para

Viseu, agora com uma marca de corte no pulso.

Ela escreve uma carta, mas nunca a envia. A

República avança, e o Estado Novo se prepara. Os

segredos ficam enterrados, mas a tensão continua

a crescer entre a tradição e o novo mundo.