A Casa da Freira em Alcobaça é vendida sem aviso.
O novo proprietário, um homem de Lisboa,
encontra um baú no sótão, fechado com um cadeado
de ferro. Dentro, um testamento escrito em 1912,
assinado por uma mulher chamada Amélia, que diz
ter sido amante de um oficial republicano antes
da queda da monarquia.
A professora Clara Viegas, especialista em
história local, é contratada para traduzir o
documento. Enquanto lê, percebe que o testamento
menciona um acordo secreto: Amélia prometeu
esconder um objeto valioso para proteger uma
linha de sangue. O objeto, segundo o texto, foi
enterrado na antiga capela da aldeia, agora em
ruínas.
Clara viaja até a aldeia, onde se depara com um
cemitério abandonado. Enquanto escava, descobre
uma caixa de chumbo, dentro da qual há um estojo
de couro com uma carta e uma chave. A carta,
escrita em português arcaico, fala de um amor
proibido entre Amélia e um capitão republicano
que morreu em 1914. A chave abre uma gaveta em
uma casa de Lisboa, onde está escondido um
diário de guerra, cheio de anotações sobre
movimentos de tropas e nomes de soldados.
Ao retornar à aldeia, Clara é confrontada por um
descendente da família, que a acusa de profanar
um legado sagrado. Ela recusase a devolver o
diário, mas ao sair, alguém atira contra ela. A
bala acerta o ombro, e ela cai no chão, enquanto
o agressor foge. A polícia não encontra provas,
mas o medo cresce.
No dia seguinte, Clara reabre o baú e encontra
uma segunda carta, escrita por Amélia, que diz:
"Se este diário for encontrado, ele trará a
verdade, mas também a morte." Ela decide levar o
diário para Lisboa, mas ao sair da aldeia, vê um
grupo de homens esperando no caminho. Entre eles,
um velho que a reconhece como "filha do
professor".
Ela sobrevive ao ataque, mas o diário é roubado.
Na noite seguinte, recebe um bilhete anônimo: "O
amor não tem tempo, mas a justiça sim." No dia
seguinte, o jornal publica uma nota de
falecimento de um historiador local, que havia
desaparecido semanas antes. O nome dele é o
mesmo que aparece no diário — o capitão
republicano.


