A cidade de Lisboa vive em tensão. A monarquia
caiu, e o novo regime ainda não se estabilizou.
O poder oscila entre grupos militares e partidos
políticos, enquanto as ruas se enchem de
manifestações e rumores. Nesse ambiente, uma
jovem mulher, conhecida como "D. Maria"
, assume
a identidade de uma viúva rica para escapar da
prisão por fraudes financeiras. Ela passa a
frequentar salões de elite, onde seu charme e
inteligência a tornam uma figura central.
No entanto, D. Maria se apaixona por um
jornalista revolucionário, que escreve artigos
críticos ao governo. Ele a vê como uma aliada,
mas ela oculta sua verdadeira história. O amor
cresce, mas ele descobre que ela está usando uma
identidade falsa. Em vez de expulsála, ele a
confronta com um ultimato: ou ela revela quem
realmente é, ou ele publica a verdade,
arruinando sua vida.
Ela escolhe o silêncio. Mas o regime, temendo
revoltas, decreta que todas as pessoas com
antecedentes criminais devem ser registradas. D.
Maria é denunciada por um empregado descontente.
A polícia invade sua casa, e ela é presa. No
tribunal, o jornalista testemunha contra ela,
mas ao final, o juiz decide não condenála — o
regime precisa de figuras públicas para manter a
aparência de ordem.
O amor proibido se torna um segredo
compartilhado. Eles continuam a se ver em
segredo, mas agora sob o peso de um mundo que
não aceita sua história. A cidade muda, os
regimes mudam, mas a relação entre eles
permanece, sufocante e inescapável.


