A igreja de São Vicente é fechada em 1912, seus

mosteiros transformados em escolas. O padre

António, exilado por criticar a nova ordem,

retorna disfarçado como professor de história. A

freira Clara, que havia abandonado os votos para

ensinar meninas, desaparece durante uma reunião

do Conselho de Educação. O colégio, agora sob

gestão civil, começa a recolher documentos

religiosos, incluindo cartas pessoais de Clara.

Em 1915, um aluno de António descobre um estojo

de madeira escondido no armário da sala de aula.

Dentro, há cartas entre Clara e um oficial

colonial, mencionando uma "verdade que não pode

ser dita". António é acusado de manter segredos

da Igreja, mas nega. O diretor do colégio, um

exferreiro que se tornou intelectual, ordena a

apreensão dos arquivos. António oculta as cartas

em sua casa, mas é descoberto por um estudante

que escreveu uma tese sobre a transição

republicana.

Em 1920, a tese é publicada, revelando a ligação

entre Clara e o oficial. O padre é demitido, mas

mantém contato com os alunos. Em 1923, o colégio

é fechado por suspeita de subversão. António é

preso, mas libertado após uma denúncia anônima.

Clara reaparece em 1926, vestida de mulher de

campo, e pede ajuda para encontrar seu irmão, um

soldado desaparecido na Guerra Colonial. O padre

a leva ao cemitério onde o corpo foi enterrado,

mas não há lápide. Ela desaparece novamente,

deixando apenas um bilhete: "Nunca fui monja,

nunca fui freira. Só uma mulher que viu o mundo

mudar."