A cidade de Lisboa é transformada por uma

tecnologia de "memória coletiva" que

permite a

todos revisitar eventos passados como se fossem

presentes. A realidade física desmorona; o tempo

se torna fluido e incontrolável.

A duquesa Leonor, herdeira de uma linhagem

antiga, é forçada a testemunhar a própria

decadência através de visões repetidas. Seus

descendentes são obrigados a viver em exílio

voluntário, afastados do mundo que ela ajudou a

construir.

Em um último ato de superação traumática, Leonor

decide abandonar o sistema de memória coletiva.

Ela destrói seu próprio núcleo de acesso,

causando uma falha na rede que engole parte da

cidade em uma anomalia temporal.

Apenas uma criança, filha de um trabalhador do

setor, sobrevive à queda. Ela carrega consigo

fragmentos da última memória de Leonor — um voo

solitário sobre ruínas que já não existem.

O futuro é reescrito sem a presença da nobreza.

A nostalgia pelo passado se torna uma forma de

resistência, mas a verdade nunca é recuperada.