A cidade flutuante de Lusitânia é erguida sobre

pilares de energia nuclear e memórias digitais.

A sociedade é dividida entre os que controlam o

acesso ao tempo e os que vivem em seu limiar. A

burocrata Clara Vidal, responsável por registros

temporais, descobre que sua própria linha

temporal foi alterada. Um documento antigo,

datado de 1923, aparece em seu escritório,

assinado com o nome de seu pai, morto há décadas.

Clara é chamada ao Gabinete da Memória, onde um

diretor corporativo exige que ela apague a

evidência. Ele oferece dinheiro e proteção, mas

Clara recusa. Em resposta, o sistema de controle

temporal é ativado contra ela, fazendo com que

suas memórias se desfaçam em ondas de luz. Ela é

levada à Cidade Subterrânea, onde os arquivos

perdidos são armazenados. Lá, encontra um grupo

de rebeldes que acredita que o tempo não deve

ser comercializado. Eles lhe mostram um

dispositivo antigo, capaz de reverter a

manipulação temporal, mas exigem que ela aceite

as regras: ninguém pode voltar para o passado

sem pagar um preço humano.

Clara decide usar o dispositivo. Ela retorna ao

dia em que seu pai foi assassinado, mas descobre

que ele não morreu — foi raptado por uma empresa

que queria explorar seus conhecimentos de física

quântica. O diretor corporativo, agora mais

velho, reconhecea e tenta convencer a ela de que

tudo foi para o bem do progresso. Ela o

confronta, usando o dispositivo para bloquear o

sistema de controle. O tempo começa a

desestabilizar, cidades inteiras são engolidas

por brechas temporais.

Clara volta para o presente, mas a realidade já

mudou. A cidade flutuante colapsa, e o Gabinete

da Memória é destruído. Ela é encontrada por um

grupo de civis que acreditavam na verdade. A

única coisa que resta é o dispositivo, agora

inutilizável, e a certeza de que o poder

corporativo não será mais invisível. O tempo não

é mais uma mercadoria.