A República é proclamada. A cidade de Lisboa se

transforma em uma terra de novas regras. O povo

agora escolhe seus líderes com um ritual antigo:

uma pedra sagrada, conhecida como "Voto de

Almeida", é colocada no centro da praça. Quem

toca a pedra vê os nomes dos candidatos em sua

mente — mas apenas se for sincero. O sistema,

porém, é manipulado por uma elite que controla

as visões.

A Socialite Falsa, Ana Maria, herdeira de uma

fortuna construída sobre mentiras, retorna à

cidade após anos fora. Ela foi educada no

estrangeiro, longe das tradições e da realidade

do país. Ao voltar, descobre que seu pai, um

político corrupto, está na lista dos candidatos.

Ele não merece o poder, mas a pedra o reconhece

por ser um dos poucos que ainda acreditam no

sistema.

Ana Maria, porém, tem um segredo: ela é capaz de

ver além da ilusão da pedra. Sabe que o sistema

é fraudulento. Numa noite de eleição, ela entra

na praça e toca a pedra. A visão que recebe é

diferente: nomes que nunca foram considerados,

promessas quebradas, uma nova forma de governar.

Ela percebe que a magia da pedra é real, mas

está sendo usada para manter o status quo.

No dia seguinte, o sistema falha. A pedra não

revela nenhum nome. A população fica confusa,

sem direção. Ana Maria é acusada de traição. Ela

é presa, mas durante a prisão, um grupo de

jovens anarquistas a liberta. Eles a levam para

uma aldeia onde a magia da pedra é desconhecida.

Lá, ela descobre que o sistema pode ser

reescrito — se alguém tiver coragem de apagar o

antigo ritual.

Numa noite de lua cheia, Ana Maria volta à

cidade. Ela não toca a pedra. Em vez disso,

coloca uma nova pedra no centro da praça, feita

com areia de uma praia distante. Diz que esta

nova pedra só revela o verdadeiro desejo do povo

— não os nomes, mas as necessidades. A cidade,

inicialmente assustada, começa a entender. A

corrupção não é mais invisível.

A nova pedra é destruída no dia seguinte. Mas o

sistema já mudou. O povo começa a questionar o

antigo ritual. Ana Maria desaparece, mas sua

ação é lembrada. O próximo voto será diferente.