A menina é encontrada em ruínas de uma cidade

antiga, onde o tempo parece parado. As paredes

ainda guardam inscrições que não se pode

decifrar, mas ela sente que pertence ali. Os

homens do vilarejo a levam para a capital, onde

as ruas são cheias de máquinas e luzes que

brilham sem motivo. Ela é chamada de "órfã

resiliente" por ninguém saber quem a criou.

Na casa do professor, ela descobre um livro com

histórias de um reino perdido, onde os deuses

eram humanos e os mortos podiam voltar. O

professor a obriga a estudar, dizendo que ela é

a última descendente de uma linhagem que

mantinha o equilíbrio entre mundos. A menina

começa a ver visões: um homem de capa negra, uma

mulher de olhos verdes, e uma criança chorando

no meio das ruínas.

O professor morre de repente, deixandoa sozinha.

Ela foge para as ruínas, onde encontra o homem

de capa negra. Ele diz que ela é a chave para

reabrir o portal que separa o mundo antigo do

novo. Mas há outro: um jovem oficial que a

protege, mesmo sabendo que ela é perigosa. Eles

se tornam rivais, mas também se apaixonam.

A menina descobre que o professor era um dos

últimos guardiões do reino antigo. Ele a ensinou

a usar o poder, mas também a escondeu. Agora, o

portal está fraco, e a cidade inteira pode ser

engolida pelo passado. Ela tem que escolher:

fechar o portal e perder o amor, ou abrilo e

perder a vida.

No final, ela pisa na pedra central e vê o mundo

antigo surgir diante dela. O homem de capa negra

desaparece, o oficial cai de joelhos, e ela

entra no portal. A cidade fica em silêncio.

Ninguém sabe o que aconteceu. O que resta é um

único livro, abandonado na areia, com uma única

frase escrita: "Ela foi para onde o tempo não

existe".