A aldeia de São Roque vive em silêncio desde o
colapso da linha férrea. O povo, isolado, mantém
rituais ancestrais para manter a harmonia com a
terra. A enfermeira Clara, recémchegada de
Lisboa, observa as práticas sem entender o
porquê.
No mês de setembro, um menino desaparece durante
a festa de São Roque. As autoridades locais
negam o ocorrido, mas Clara percebe que todos
sabem da ausência. Ela começa a investigar,
encontrando cartas antigas escondidas no
mosteiro abandonado.
As cartas mencionam "o véu de Lúcio",
um objeto
sagrado que, segundo a lenda, controla o tempo
dentro da aldeia. Quando Clara toca o objeto,
ela vê flashes de eventos passados — um incêndio,
um assassinato, um pacto feito com o demônio
local. O véu não é apenas um artefato; é um
mecanismo que altera a realidade.
Clara tenta destruílo, mas o véu reage. A aldeia
entra em caos: pessoas começam a envelhecer ou
rejuvenescer instantaneamente. Um homem idoso
volta a ser criança, enquanto uma jovem se torna
velha. O véu está falando. Ele exige uma escolha:
manter a ordem ou libertar o passado.
Clara decide romper o pacto. Ela queima o véu na
praça central, mas o fogo não apaga. Em vez
disso, o tempo começa a se desfazer. A aldeia é
engolida pelo tempo, deixando apenas ruínas.
Clara, agora mais velha, caminha pelas ruínas,
com a certeza de que o passado não pode ser
esquecido, apenas transformado.
O véu não morreu. Ele apenas mudou de forma.


