A terra do Fazendeiro Tradicional é povoada por

criaturas que não deveriam existir. As lendas

locais falam de pactos antigos, feitos com

entidades que garantiram fertilidade e proteção

em troca de sangue e promessas. O fazendeiro,

herdeiro de uma linhagem, vive em paz até que

uma seca inesperada revele uma vala subterrânea

cheia de ossos e uma inscrição em latim: "O

sangue é a prova".

Ele recusa a oferta de um mercador estrangeiro

para vender a terra, mas ao tocar os ossos, vê

um espírito feminino emergir — o Espírito da

Terra, cuja forma muda conforme a memória dos

homens. Ela lhe revela que a família há séculos

mantém um equilíbrio: cada geração oferece um

descendente para ser absorvido, mantendo a

fertilidade. O fazendeiro, porém, negou essa

tradição, e agora a terra se revolta.

As colheitas falham, animais morrem, e o

Espírito começa a exigir um novo sacrifício. O

fazendeiro descobre que sua esposa, antes

considerada infértil, está grávida — mas o bebê

não é humano. A lei local proíbe o aborto, e a

igreja exige que ele aceite a vontade divina.

Ele tenta fugir, mas o Espírito o segue,

transformando campos em pântanos e casas em

ruínas.

No fim, ele decide seguir a tradição, mas não

como vítima. Em um ritual noturno, ele oferece

seu próprio sangue, não como sacrifício, mas

como aliança. A terra para de sangrar, e o

Espírito, agora satisfeito, permite que a

família permaneça. O bebê nasce, com olhos

dourados e um sinal na testa: a marca do pacto.

A terra é salva, mas o fazendeiro percebe que

nunca mais será o mesmo.