A capital do reino desmorona em 1912. Um músico
falhado, exilado por ter composto uma canção
proibida, é recrutado por uma guilda de
feiticeiros que lhe oferece uma nova vida em
troca de um pacto: ele deve tocar um instrumento
mágico que controla o tempo. O pacto muda o
mundo — o tempo se torna fluido, e os mortos
podem ser chamados de volta.
O músico recusa, mas a guilda o imprime em uma
prisão de cristal, onde ele é condenado a ouvir
suas próprias composições eternamente. A única
saída é encontrar o "Amor Secundário" — um
sentimento que não é desejado, mas necessário.
Ele descobre que a única pessoa capaz de ajudálo
é uma mulher que já morreu, cuja alma foi
preservada no mesmo instrumento.
Ele escapa, mas a fuga não é livre. O mundo
mágico começa a colapsar, e as pessoas começam a
esquecer o passado. O músico tem que escolher:
salvar a mulher ou preservar a memória do reino.
Ele escolhe a mulher, mas o preço é alto — ela
retorna viva, mas sem lembrança, e o reino é
reduzido a uma cidade pequena, onde o tempo é
fixo e os velhos costumes voltam a dominar.
A prisão de cristal desaparece, e o músico,
agora sem música, vive como um simples artesão.
O amor secundário, agora evidente, é a própria
sobrevivência do mundo.


